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Ideias

Desde 2006 criamos encontros para a discussão de temas como literatura, processo criativo, telenovela, teatro e corpo. Todos os encontros são filmados.

 

MÚLTIPLOS E CONTEMPORÂNEOS: A LITERATURA.COM

O que é novo na Literatura Brasileira Contemporânea? A arte literária, uma das mais antigas e cujos padrões estéticos e formatos quase não sofreram mudanças ao longo dos últimos séculos, vê-se diante de vários desafios, alguns provocados pelas novas tecnologias, outros incentivados pelas mudanças sociais, culturais e de comportamento. Desde autores jovens até livros que prescindem de papel, qual é a nova cara dessa arte no país? Quais são as novas tecnologias que estão mudando a forma de ler e escrever ficção? Com que dificuldades a crítica se depara na hora de estabelecer parâmetros e valores? Estamos assistindo ao surgimento de novos gêneros literários, e seriam esses gêneros realmente novos?

O seminário Múltiplos e Contemporâneos: a Literatura.com apresentou ao grande público alguns desafios da Literatura Brasileira Contemporânea, do mercado editorial e sua relação com as novas tecnologias. Dividido em cinco mesas, o ciclo recebeu de agosto a dezembro de 2013 nomes importantes como Matthew Battles, diretor do MetaLab, da Universidade de Harvard, os escritores Mario Prata, Xico Sá e Milton Hatoum, os acadêmicos Flora Süssekind e Eucanaã Ferraz, as editoras Camila Cabete e Isa Pêssoa, e o poeta Ramon Mello.

Curadoria: Cristiane Costa e Valéria Lamego.
Designer: Beatriz Lamego.
Público estimado: 900 ouvintes.

Local: CCBB-Rio de Janeiro.  Agosto a dezembro de 2013.

 

 

 

CARNAVAL: QUE FESTA É ESSA?

O maior show da Terra, que encanta multidões a cada apresentação, é, na verdade, uma festa misteriosa, de bastidores quase secretos, conduzida por uma confraria de artistas ao mesmo tempo magistrais e desconhecidos. Admirar a dança cheia de poesia da porta-bandeira, apaixonar-se pela sensualidade sem freio das passistas, apreciar a inventividade dos carnavalescos ou deixar-se levar pelo ritmo da bateria são apenas os encantos visíveis de um espetáculo único. Mergulhar no universo do carnaval revela incontáveis encantos e surpresas. Os inventores empíricos do espetáculo entregam suas vidas à festa, numa profissão de fé que desemboca em fantasias, alegorias, sambas e, o mais importante, na perpetuação das escolas como a fonte de toda a arte. São os sambistas os responsáveis diretos pelo presente que, a cada ano, o Rio de Janeiro oferece ao mundo. De maio a novembro de 2011, um seleto time de palestrantes formado por carnavalescos, sambistas, pesquisadores, economistas e intelectuais realizou o seminário, que teve curadoria do jornalista Aydano André Motta e produção da Verso Brasil Editora.

Curadoria: Aydano André Motta.
Designer: Roberta de Freitas.
Público estimado: 1.500 ouvintes.

Local: CCBB-Rio de Janeiro.  De maio a novembro de 2012.

 

CORPO EM ABERTO

Se o corpo é a imagem da sociedade, que sociedade está representada nos corpos dos brasileiros? Esta é apenas uma de muitas perguntas que o Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo propôs para a reflexão do público ao longo de 2009. A discussão foi levantada pelo ciclo de palestras Corpo em aberto que reuniu, em seis encontros, alguns dos mais renomados pesquisadores, artistas, formadores de opinião, filósofos, antropólogos, sociólogos, historiadores, psicanalistas e médicos brasileiros para discutir, com a participação do público, a questão da representação do corpo na sociedade de consumo, na arte e na contemporaneidade. O objetivo é refletir sobre a importância e a especificidade do corpo na cultura brasileira e pensar as diferenças de gênero inscritas em corpos de homens e mulheres.

“Além disso, um dos objetivos deste encontro é debater a questão do envelhecimento em uma cultura em que o valor fundamental é ‘ser jovem’. Também se faz presente aqui a discussão sobre as novas tecnologias de transformação do corpo”, explica a antropóloga Mirian Goldenberg, idealizadora do projeto.

Curadoria: Mirian Goldenberg.
Designer: Beatriz Lamego.
Público estimado: 900 ouvintes.

Local CCBB-São Paulo. De setembro a dezembro de 2009



LABORATÓRIO DO ESCRITOR

Evento promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil, o Laboratório do Escritor aconteceu nos anos de 2006 a 2009, quando viajou pela Amazônia. O seminário trouxe as jornalistas Cristiane Costa e Valéria Lamego entrevistando grandes nomes da literatura nacional. Foram cerca de 40 perguntas, feitas a 30 grandes autores, exclusivamente sobre o processo criativo.

O Laboratório do Escritor ofereceu ao público a rara oportunidade de conhecer alguns segredos de escritores como João Ubaldo Ribeiro, Milton Hatoum, Carlos Heitor Cony e tantos outros. Em formato de talk show, o projeto teve como proposta desmitificar a relação com a escrita e colocar o autor diante de questões pouco exploradas, tais como o “branco”, a relação com a mídia, o difícil começo de uma carreira literária e o modus operandi de uma longa narrativa.

A primeira edição do projeto aconteceu em 2006, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. Para surpresa das curadoras, o Laboratório transformou-se numa montanha-russa de emoções – tanto do público como dos próprios autores: “Houve quem dissesse que nós – as entrevistadoras – estávamos na verdade envergando a pele de psicanalistas. Houve até quem segurasse as lágrimas diante das lágrimas do público.”

Curadoria: Valéria Lamego e Cristiane Costa.
Designer: Beatriz Lamego

Local: CCBB Rio de Janeiro e Brasilia. Anos: 2006, 2007, 2008 e 2009.
Público estimado: 8.000 ouvintes.

Lya Luft: “Quando escrevi Perdas e ganhos, eu estava querendo escrever sobre meus assuntos de sempre – família, vida e morte, mistério das coisas, nossa responsabilidade por nossas escolhas, tudo que escrevo nos romances e poemas –, mas de uma forma mais direta. Custei a encontrar o tom, fiquei muito tempo, anos, pensando. Até que um dia foi assim: ‘Vou ser bem natural, vou escrever com toda a simplicidade.’ Escrevi o livro e foi meu primeiro livro inédito na Record. E eu achei que o livro não ia vender nada, para mim era uma espécie de luxo, estou me dando ao luxo, depois de tanto [publicar], de escrever uma coisa simples, direta, para o leitor, do jeito que eu gosto.”

[Depoimento da escritora ao Laboratório do Escritor]

 

EU VEJO NOVELA

Em seis encontros realizados entre  junho e novembro de 2008, o Centro Cultural Banco do Brasil colocou a telenovela brasileira na berlinda ao convocar autores consagrados e experientes para debater o gênero com intelectuais de diversas áreas – antropologia, política cultural, literatura, cinema e jornalismo. EU VEJO NOVELA, com a curadoria de Cristiane Costa e Valéria Lamego, mergulhou nessa história que, ao longo de mais de 50 anos, se transformou dramaticamente, refletindo as mudanças da sociedade.

“De um gênero alienante – que fazia o país parar e assistir a um final feliz num momento político crítico –, a telenovela brasileira evoluiu e trouxe para suas tramas as contradições sociais”, definem as curadoras. “Ao contrário das demais produções latino-americanas, as nossas abandonaram a velha história da Cinderela em nome de temas contemporâneos, como a corrupção e a falência moral das elites, os novos comportamentos sexuais, a liberação feminina e o preconceito contra negros e gays.”

 

Curadoria: Valéria Lamego e Cristiane Costa.
Designer: Beatriz Lamego.
Público estimado: 2.500 ouvintes.

Local CCBB-Rio de Janeiro.  De junho a novembro de 2008.