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Luvas Cadernos de Samba_especial 3 livros
Tantas páginas belas: histórias da Portela
Capa do livro Impresso no Brasil (1808-1930) – Destaques da história gráfica no acervo da Biblioteca Nacional
Ilustração do livro Capa do livro Impresso no Brasil (1808-1930) – Destaques da história gráfica no acervo da Biblioteca Nacional
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Santa
Para todos
Vale: nossa história
Marcadas para viver: a luta de cinco escolas
Tantas páginas belas: histórias da Portela
Maravilhosa e soberana: histórias da Beija-Flor
Santa
Para todos
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Ilustração do livro Capa do livro Impresso no Brasil (1808-1930) – Destaques da história gráfica no acervo da Biblioteca Nacional

Livros

Por que uma coleção sobre as histórias contemporâneas e antigas das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e o que nos move à realização desses livros, além da paixão? Não sou exatamente uma frequentadora de quadras e barracões, mas não precisaria ser para entender, sentir e amar, mesmo à distância, a ideia de um grupo cultural irmanado pela festa, pela forma, pela arte do fazer em conjunto, pela dança, pela música, pela sensualidade, pelo ritmo, pelo rito pagão que se transforma em religioso no coração e na mente de tantos cariocas e brasileiros.
O Carnaval é muito mais que uma festa, como podemos ler ao longo de nossos livros. É uma forma de cultura transformada e transformadora. Todos os dias, o Carnaval existe na vida de milhares de pessoas, como prática, como símbolo, como a maior arte coletiva de que se tem notícia. Por isso, para entender o Carnaval, para adentrar nas suas estruturas — muitas das quais adversas e assimétricas socialmente —, para deixar registradas as suas práticas, as suas glórias, os seus ápices e as suas quedas é que nos dedicamos à coleção Cadernos de Samba, que agora completa nove volumes com as histórias da Vila Isabel, do Império Serrano e daqueles que inventaram a roda que gira essa festa cultural.
No livro O Prazer da Serrinha, Bernardo Araujo traz as histórias de combate e lirismo do grandioso Império Serrano, agremiação fundada pelos estivadores do porto do Rio na década de 1940. Já no volume Cartas para Noel, de Leonardo Bruno e Rafael Galdo, uma novidade: aqui um anônimo narrador conta as histórias da agremiação por meio de cartas endereçadas a Noel Rosa. A escola nasceu de uma ideia do compositor de “Conversa de botequim”, que jamais conheceu seu sonho, anos depois vivido por bambas como Martinho da Vila e Luiz Carlos da Vila. Por último, Renato Lemos deu voz aos maiores Inventores do Carnaval, como Joãosinho Trinta, Cartola, Mario Filho e tantos outros que refinaram os desfiles e tornaram o Carnaval uma grande arte.

Valéria Lamego